Centros de Primatologia no Brasil

O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação dos Primatas Brasileiros (CPB) busca desenvolver ações para proteger as espécies de primatas, atualmente ameaçadas de extinção, por meio de ações de manejo na natureza; pesquisas científicas para o aumento do conhecimento sobre esses animais; e, em especial, coordenando a elaboração e implantação dos Planos de Ação Nacionais (PANs) para espécies ameaçadas. É administrado pelo ICMBIO e está localizado em João Pessoa, no estado da Paraíba.

.

O Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ) realiza estudos, manutenção e reprodução das espécies de primatas da Mata Atlântica, em adequado regime de cativeiro. Em funcionamento desde o ano de 1975, trata-se de modelo original e único no mundo com o propósito de conservar a fauna primatológica. Mantém um patrimônio biótico de valor incalculável, cujo gerenciamento é considerado modelar na preservação da vida selvagem. É administrado pelo INEA e está localizado em Guapimirim, no estado do Rio de Janeiro. O CPRJ está situado junto à antiga Estação Ecológica Estadual do Paraíso (EEEP), hoje integrada ao Parque Estadual dos Três Picos (PETP), a cerca de l00 km do centro da Cidade do Rio de Janeiro.

.

O Centro de Primatologia da Universidade de Brasília (UnB) está localizado na Fazenda Água Limpa (FAL), a cerca de 25 Km do centro da cidade de Brasília. Esta fazenda de 4.340 ha é uma estação de experimentos para pesquisas em agronomia, engenharia florestal, ecologia e botânica. Ao lado da FAL, há duas outras reservas ecológicas (Jardim Botânico de Brasília e Reserva Ecológica do IBGE) e juntas elas cobrem uma área de preservação de 10 mil ha.

.

O Centro Nacional de Primatas (CENP), localizado em Ananindeua, no estado do Pará possui 25 pesquisas em andamento no CENP. A tentativa de se encontrar uma vacina contra a Malária, a leischmaniose e investigações específicas da Primatologia são apenas algumas das ações desenvolvidas.O Centro foi criado a partir de um convênio entre o Ministério da Saúde, Ministério da Agricultura, a Organização Pan-americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde, através da Portaria Ministerial nº 115, de 15 de março de 1978. Na época, o Brasil precisava de uma política de uso racional dos recursos naturais na área da Primatologia, uma vez que os países da Ásia e da África estavam fechando as portas para a questão do uso dos macacos em pesquisas. Com isso, pesquisadores do mundo inteiro voltaram as atenções para os macacos latino-americanos.